Queda avião Air France / General Eisenhower / Rompimento barragem Brumadinho / Gestão da sua empresa

Cláudio de Moura Castro, um dos mais renomados educadores do país, em sua coluna na revista VEJA de 26/06/2019, “As vozes caladas de Brumadinho”, relata com maestria o que podemos aprender com erros históricos de avaliação de riscos, seja na aviação, seja na guerra ou em barragens de rejeitos.


Após sua leitura fiquei a pensar:

o que poderia haver entre a frustrada tentativa de invasão da Baía dos Porcos de Cuba em 1961, as tragédias da queda do Airbus da Air France em 2009 e do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em janeiro de 2019 com a gestão empresarial.

Parece enredo de um filme louco, totalmente sem sentido

São três fatos em épocas e locais diferentes, mas que numa atenta análise dos fatos registrados pela história e amplamente noticiados pela imprensa, vamos descobrir ensinamentos que irão contribuir para evitar derrotas e até mesmo, tragédias, na gestão de seu negócio.

Ainda cético com minhas colocações? Então vamos aos fatos:

FATO 1

A Invasão da Baía dos Porcos foi uma tentativa frustrada de invadir Cuba por um grupo paramilitar de 1.500 exilados cubanos.

O objetivo, META, era ocupar o sul da ilha e obter apoio da população para a derrubar o regime de Fidel Castro. O grupo foi treinado e contava com o apoio da CIA e das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Mal executada, a operação não obteve a simpatia da população cubana que apoiou o novo governo revolucionário. Os contrarrevolucionários foram capturados e os EUA tiveram de pagar indenizações a Cuba para libertá-los.

A meta, não foi atingida.

Fidel Castro discursa pós vitória.


Para ajudar na análise da derrota, John Kennedy, recém empossado presidente dos EUA, chamou Dwight Eisenhower, ex-Comandante em Chefe das Forças Aliadas na II Guerra Mundial.

O experiente general optou em analisar as reuniões que antecederam e aprovaram a operação e não o que aconteceu nos campos de batalha.

Ali estava o erro!

Altas patentes americanas e chefes dos grupos de exilados pouco sabiam da área de combate, mas tinham convicção do acerto do plano. Os raros subordinados presentes às reuniões tinham conhecimento e visão diferente, mas não tinham voz.

A lição foi aprendida e a partir de daí, em todas reuniões do Conselho de Segurança, participava e tinha voz, quem de fato detinha o conhecimento do assunto, independentemente do nível hierárquico.

E em sua empresa?

Como são definidas as metas e como é feito o alinhamento e o engajamento de suas equipes?

É comum ver as metas estabelecidas e compartilhadas com os departamentos perderem força com o tempo. Apesar das cobranças da gerência e diretoria, acontece uma perda no ritmo e na motivação do time para a execução das ações que levariam ao cumprimento das metas.

Os modelos tradicionais de planejamento já não conseguem dar respostas eficazes ao dinamismo do mercado e apresentam falhas que levam ao enfraquecimento do engajamento de sua equipe e da execução da sua meta.

Um dos principais problemas é que quem elabora o planejamento não é quem o executa.

O abismo que separa quem monta o planejamento ou a estratégia das equipes que vão realizar as ações é tão grande, que leva ao estabelecimento de metas frágeis ou inconsistentes, que muitas vezes não serão alcançadas ou nem mesmo sair do papel.

Já ouviu falar em Comitê de Gestão?

Se você tiver um Comitê de Gestão em sua empresa ele pode funcionar como um bom Conselho de Segurança, onde todos seus líderes têm voz, são capacitados e instigados a opinar e a pensar estrategicamente.

Percebeu a estreita relação do dia-a-dia de sua empresa na busca de seus objetivos, de sua meta, com o que aconteceu em 1961 com a frustrada tentativa de invasão da Baía dos Porcos em Cuba?

FATO 2

Em 01/06/2009 um acidente com o voo AF-447 da Air France que fazia a rota Rio/Paris, matou os 228 passageiros e tripulantes a bordo quando a aeronave sobrevoava o oceano Atlântico.

A empresa aérea e a fabricante europeia do avião foram acusadas em 2011 de “homicídio culposo” no contexto da investigação aberta em Paris.

Registros das gravações das conversas na cabine de comando mostraram que os dois comandantes mais experientes, 15 minutos após a decolagem, foram descansar e deixaram o Airbus A330 nas mãos do menos experiente dos três, Pierre-Cedric Bonin, de 32 anos.

Na ocasião, a aeronave enfrentava uma forte tempestade tropical, que acabou congelando as sondas de velocidade chamadas de tubos de pitot. Com isso, o avião passou a sofrer perda de sustentação, ou estol.

Destroços AF 447.


Quando isso acontece, os pilotos devem baixar o nariz da aeronave, e não levantá-lo, como teriam feito.

A leitura errada dos instrumentos de voo e ausência de comando na cabine no momento crítico, foram consideradas causas diretas do acidente pela “perda de controle” da aeronave, no que “resultou em ações inadequadas em pilotagem manual” da tripulação.

Aqui me parece bem óbvia a relação do acidente com a administração empresarial.

Gerir seu negócio não é muito diferente de pilotar um avião!

Independentemente do tamanho da aeronave, ou da empresa, o comandante ou empreendedor não pode tirar os olhos dos indicadores de desempenho. Eles são os responsáveis para levar a aeronave a seu destino final e a empresa a buscar sua meta.

Para acompanhar todo o processo, desde o planejamento até as estratégias em busca da META estabelecida, os indicadores de desempenho são essenciais. Sem eles e sua correta e constante leitura, fica muito difícil a empresa atingir suas metas.

São eles que vão medir o progresso da direção de cada departamento, vão monitorar a saúde da empresa e dar as indicações para realizar ajustes e correções de rota.

O uso dos KPI´s, Key Performance Indicators, ou indicadores-chave de desempenho, torna muito mais fácil a caminhada de todos colaboradores em busca da meta.

Assim como o comandante da aeronave, o empreendedor, é insubstituível no processo. Ambos necessitam ser precisos na leitura dos indicadores de desempenho e hábeis em suas análises.

A função de apontar a direção e manter o ritmo da caminhada não pode ser delegada.

FATO 3

Em 25/01/2019, o rompimento da barragem de Brumadinho, resultou em um dos maiores desastres com rejeitos de mineração no Brasil.

A barragem de rejeitos, classificada como de “baixo risco” e “alto potencial de danos”, era controlada pela Vale S.A. (multinacional brasileira, uma das maiores empresas de mineração do mundo).

O rompimento resultou em um desastre de grandes proporções, com mais de 200 mortos e cerca de 93 desaparecidos, gerando uma calamidade pública.

É considerado o segundo maior desastre industrial do século e o maior acidente de trabalho do Brasil.

Desastre de Brumadinho.


Uma sequência de erros provocou a tragédia. Um projeto desenvolvido por um engenheiro capacitado de uma empresa idônea mas que não levou em conta as condições do local; sistemas de monitoramento insuficientes e mal conservados. Os funcionários que conheciam os riscos de rompimento não tinham voz ou poder de comando e tudo isso numa empresa que é uma das maiores mineradoras do mundo, onde em seu conselho e nos mais altos cargos de direção, dominados por executivos da área financeira, não tem assento nenhum profissional da mineração.

Mais do que ter metas claras e objetivas, a direção da empresa precisa saber comunicar a todos os departamentos de forma direta e sem ruídos.

Falar a “mesma linguagem de toda equipe”. E de nada vai adiantar você ter tudo isso se o seu time não souber interpretar os indicadores de desempenho ou se eles estiverem desatualizados.

Decisões tomadas analisando dados errados, desatualizados ou incompletos serão da mesma maneira, decisões erradas e incapazes de solucionar qualquer problema.

Nós do IBGL, desenvolvemos uma metodologia de gestão do desempenho que promove de imediato o aumento da eficiência e produtividade na gestão de seu negócio com foco na execução da estratégia.

Com nosso Método 4 Leis da Execução e Produtividade, promovemos o engajamento de seus colaboradores e suas equipes.

Cada membro do time passa a participar da construção dos objetivos e das ações estratégicas de alto impacto que levarão sua empresa adiante.

Todos passam a conhecer, de maneira concreta, a meta global da empresa e têm claras as ações que serão executadas para que os objetivos definidos se concretizem.

Assim, os erros cometidos pelos EUA na invasão da Baía dos Porcos não se repetirão em sua empresa!

Sob seu comando, e com todos de olho nos indicadores de desempenho, desenvolvidos e sempre atualizados por sua equipe, não tem como errarem na leitura e interpretação.

Desastre como o da Airbus da Air France não se repetirá em seu negócio!

Com a implantação dos Comitês de Gestão, seus líderes e departamentos passam assumir compromissos estratégicos ligados à sua área.

Numa cadência de responsabilidade, cada equipe assume ações de impacto que vão levar às metas da organização. Isso promove um perfeito alinhamento, fazendo com que todos “puxem para o mesmo lado” e passem a falar a mesma linguagem.

Mais um desastre evitado!

Os problemas da Vale serão somente manchete de jornais em seu negócio.

Então, percebeu como podemos aprender com erros históricos de avaliação de riscos, seja na aviação, seja na guerra ou em barragens de rejeitos?

Fique atento.

Em cada desastre e/ou tragédia noticiado pela imprensa, sempre teremos algo para aprender.

E se você quer evitar esses erros de avaliação e passar a ter uma equipe proativa, totalmente comprometida com seus objetivos e metas, conheça o Método 4 Leis. Sempre será um prazer conversarmos de como poderemos te ajudar.