Empresa que paga para fazer parte de ranking sem legitimidade é um erro

Tornou-se comum Fotos de gerentes de recursos humanos e membros da diretoria dos mais diversos tipos de empresas, recebendo certificados ou selos em jantares maravilhosos para dizer que sua empresa faz parte do ranking das melhores, maiores, megas, “blasters” e etc!!!


Alguns desses certificados não passam de um comércio charlatão para comprar um posicionamento em algo que de fato só acontece no título do certificado recebido, pois na prática os funcionários e a cultura de gestão não refletem nem de longe o mesmo “brilho” das fotos.

Empresários pagando salário de bananas para suas equipes e colocando certificados em suas recepções, empresas que nunca distribuíram um único centavo de participação de resultados tirando onda de empresa legal e moderna para se trabalhar. Ambientes opressores e com decisões centralizadas no velho e bom modelo de manda quem pode e obedece quem tem juízo se passando por empresa com gestão compartilhada e moderna.


Comprar um posicionamento em um ranking que participaram apenas outras empresas que também pagaram, e se classificar como as mais do Brasil ou da América Latina, é o mesmo que contar uma mentira para sí mesmo e acreditar.


Uma coisa é escrever sua missão e valores em um banner, a outra bem diferente é viver estes valores na prática.

Digo isso porque nós brasileiros temos o hábito de importar a cultura empresarial de outros mercados, nada de errado com isso porém, o problema é que muitos querem o brilho do reconhecimento mas não querem pagar o preço do processo de conduzir a cultura organizacional para outro nível.


Por mais de uma vez eu fiz questão de perguntar para diretores de empresas qual a missão e valores da sua empresa, e a resposta foi... “preciso ver no banner que está lá na recepção, mas nós temos sim”... É mais fácil fazer uma pesquisa, se classificar em um ranking, e se auto promover para os próprios funcionários e para o mercado do que realmente provocar uma mudança profunda de dentro para fora. Pois mudança de cultura envolve mudança de comportamento, e normalmente mudança de comportamento envolver a dor do processo.

Em um mundo onde a vida das redes sociais mostram a superficialidade e muitas pessoas expressam normalmente uma vida que não tem. Não é de se estranhar que muitas empresas adote tal comportamento. Vender uma imagem de empresa legal, sustentável, consciente, bacana para se trabalhar, mesmo que não seja real, fica bem mais fácil com um selo “chance- lado” do que realmente investir nas mudanças da cultura de gestão, pois esta requer um atributo chamado LEGITIMIDADE.