Ambiente tóxico no trabalho

Como lidar com uma competitividade acima do normal e ter bons resultados sob pressão?

É muito importante salientar que competitividade é um comportamento natural do ser humano, todos nós temos um grau de competitividade. A questão a ser pensada é quando este sentimento competitivo passa a ser tóxico e prejudicial.

Tóxico – adjetivo substantivo masculino

– Com propriedade de envenenar; que contém veneno: substância tóxica.

– Capaz de entorpecer por afetar o sistema nervoso; droga.

– Cujas propriedades fazem mal ao organismo.

Associar o termo tóxico ao ambiente de trabalho é algo recente, embora exista há muito tempo dentro de empresas. Algumas pessoas gostam de sua função, mas quando pensam no seu dia a dia começam a ter receio de irem para a empresa ou para o seu local de trabalho.


Num ambiente onde a competitividade é muito agressiva, a tendência natural das pessoas é começarem a corresponder a este estímulo de maneira errada, entram em um ciclo vicioso, tentando ser sempre melhores que as outras.

Ninguém é perfeito!

O único lugar onde passamos próximos a perfeição é o no currículo, onde todos são educados, sabem planejar, são resilientes, sabem trabalhar em equipe e tem um capacidade excepcional em liderar. No dia a dia as coisas não bem diferentes.

A dica que posso deixar aqui é: Quer viver em paz e não alimentar este ambiente tóxico?

Abaixe as armas! Comece a mostrar para as pessoas que você NÃO é perfeito.

Quanto mais “armado” você está, mais o outro também se “arma”. Mostre sua imperfeição!

Os processos de gamificações podem ser meios saudáveis de competição, envolvem aprendizado, ensinam que ganhar não é tudo. E o que vai determinar se este ambiente é saudável ou não é a cultura de gestão da empresa.

Um exemplo de competitividade saudável no esporte pode ser o de Fedal, como popularmente é conhecida a rivalidade esportiva entre os tenistas Rafael Nadal e Roger Federer, adversários declarados dentro da quadra eles jogaram juntos em 2017 e venceram várias partidas, onde um pôde complementar as competências e habilidades do outro. Após o jogo eles declararam em uma entrevista coletiva que um admira o outro justamente por ser um excelente adversário a ser abatido.

Foto: Jornal O Globo

Foto: Clive Brunskill/Getty Images for Laver Cup


Durante muito tempo, acreditava-se que gestores e profissionais tinham que ser perfeitos, estar sempre sorrindo e ter uma resposta pronta e plausível para qualquer situação, o que não se aplica nos dias atuais. “As gerações antigas foram criadas de maneira rígida e autocrática. Mas as formas de trabalho mudaram muito, as pessoas querem trabalhar e viver de verdade, se expressar… Isso impacta as relações e mexe com a sociedade inteira”, disse Tania Moura, vice-presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos (ABPRH) a revista Claudia (2019).

A prática nos mostra que trabalho em equipe é necessário, e este trabalho consiste em fazer a soma dos diferentes.