A sucessão familiar na empresa começa dentro de casa

Atualizado: Mai 21


As empresas brasileiras são familiares. Pelo menos é isso que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Sebrae. Segundo as duas instituições, 90% das empresas do país são administradas por parentes de primeiro e segundo graus. Um dado que aparentemente é positivo, por garantir a continuidade de projetos que em grande parte passam de meio século. No entanto, o que era para significar “vida longa a empresa do avô” é na verdade o indicativo de fim da estrada. Acontece que apenas 5% das empresas administradas por familiares resistem a terceira geração, as demais acabam encerrando as atividades ou falindo.



Aí vem a pergunta: por que um número tão pequeno resiste às condições do tempo?

1- Um dos principais motivos é a falta de planejamento e gestão por parte de quem fica à frente da empresa.

Para uma boa passagem de governança é preciso capacitação e treinamento durante anos.

O novo líder precisa saber de todos os pontos fracos e fortes do negócio, estar por dentro da organização e, acima de tudo, ter interesse no crescimento contínuo e se sentir parte de todo o processo;

2- Possíveis conflitos familiares podem custar caro.

É preciso estar atento às diferenças de idade, sexo, virtudes, modos de pensar e habilidades desiguais. Por isso é de extrema importância que patrões e funcionários da mesma família tenham uma convivência saudável fora do mundo corporativo;

3- O idealizador não consegue desapegar-se da empresa mesmo já tendo escolhido e treinado (ele mesmo) o sucessor.

Algumas pessoas têm dificuldade de confiar e entregar algo, que era seu, ao outro. É o caso de alguns patriarcas empresários que não conseguem confiar no próprio filho, por exemplo, e ficam dando palpites e soluções divergentes às novas normas aplicadas. Isso pode gerar desgaste pelas partes envolvidas e crise no gerenciamento da empresa.

Por estes e outros motivos vale a pena ressaltar: uma boa sucessão familiar começa no relacionamento interpessoal dentro da própria casa.



A importância de uma boa sucessão


Existem várias formas de se passar o bastão da empresa para o próximo da fila e este processo pode ser de suma importância para o rumo dos negócios.

1 Primeiramente, o proprietário deve escolher quem será o sucessor, pode ser um membro da família ou não, isso mesmo, Não necessariamente a sucessão precisa acontecer dentro da família. Isso mesmo, muitas empresas tem optado por fazer a sucessão da direção da empresa para um profissional devidamente selecionado e do mercado, para isso regras e acordos da gestão precisam estar muito bem estabelecidas. Essa escolha não se dá do dia para a noite, é um processo demorado de análise criteriosa e observação constante;

2 – Definição do modelo de governança a ser adotado, formato dos conselhos de administração, acordos societários e todas as questões legais da sucessão, regras de entrada, saída, e tudo relacionado a perpetuação do negócio e do patrimônio.

3 – Outra etapa importante é questionar o desempenho do candidato a sucessão: ela dará conta de todos os afazeres? Tem um bom relacionamento com a maioria dos funcionários? Está disposta a possíveis conflitos familiares? É a pessoa certa para o cargo? Está alinhada com os valores e princípios da organização.

Existe uma pergunta de ouro e de grande importância, e que a grande maioria dos fundadores não a fazem, acabam errando nesta etapa, esta pergunta é : O Candidato a sucessor deseja ser o próximo a comandar a empresa ? É muito comum as empresas prepararem alguém que não deseja estar naquela condição, mas por questões emocionais ele ou ela nunca manifestou-se contrariamente.

4 – Líder escolhido e de acordo com as diretrizes da empresa: é a hora de dizer adeus. Após anos à frente da sua empresa, é hora de descansar e deixar que os mais jovens da família ou não tomem conta.

E vou encerrar lembrando que um bom relacionamento dentro de casa pode ser a chave para uma sucessão familiar bem sucedida.

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